Sinopse:
“Darma da Floresta” é uma coleção de ensinamentos inéditos de mestres da tradição da Floresta do Budismo Theravada, como Ajahn Chah e seus discípulos.
Originados de uma tradição oral e transcritos por Ajahn Mudito, os textos transmitem a sabedoria de mestres que usavam suas próprias vidas como base para a prática do Dhamma. O livro explora temas como a anicca (impermanência) e anatta (não-eu), essenciais para a compreensão e superação do sofrimento.
Enfatiza a importância de sati (consciência atenta), samādhi (concentração) e paññā (sabedoria) para purificar a mente, desapegar-se e encontrar a paz verdadeira, indo além da teoria para uma prática experiencial e transformadora. O objetivo é a libertação do sofrimento e do ciclo de renascimentos.

Ajahn Chah

Ajahn Chah (1918-1992) foi um influente monge budista tailandês da tradição Theravada da Floresta, nascido em uma família de agricultores próximo a Ubon Ratchathani, no nordeste da Tailândia. Seguindo a tradição local, entrou no monastério como noviço aos nove anos, onde aprendeu a ler e escrever.
Após a ordenação completa em 1939, tornou-se monge errante em 1946 após a morte do pai. Durante sete anos praticou como asceta na austera Tradição da Floresta, vivendo em selvas infestadas de cobras e tigres, cavernas e cemitérios. Estudou com o renomado mestre de meditação Ajahn Man Bhuridatta.
Em 1954, estabeleceu o monastério Wat Pah Pong em uma floresta próxima ao seu local de nascimento. Foi fundamental para levar o budismo Theravada ao Ocidente, fundando o Cittaviveka (Chithurst) na Inglaterra em 1979. Deixou um legado de mais de 300 monastérios, entre eles, Wat Pah Nanachat (Mosteiro Internacional de Floresta), que foi o primeiro na Tailândia dedicado a treinar ocidentais em inglês e a ser dirigido por um ocidental – deixando um legado duradouro de ensinamentos, alunos e mosteiros. em sua linhagem espalhados pelo mundo.
Mais de um milhão de pessoas, incluindo a família real tailandesa, compareceram ao seu funeral.
Ajahn Liem

Luang Pó Liem (Liem Chantam) nasceu em 5 de novembro de 1941 em Bahn Kog Jahn, província de Sri Saket, Tailândia, em uma família quieta de fazendeiros. Aos 17 anos, deixou o lar para trabalhar no Sul com uma família muçulmana, experiência que o levou a contemplar a universalidade das virtudes morais.
Seguindo o costume local, ordenou-se noviço aos 19 anos (1960) e posteriormente como bhikkhu em 1961. Durante sua formação monástica inicial, praticou meditação, dhutangas (práticas ascéticas) e enfrentou desafios como desejos sensuais, utilizando contemplações sobre a morte e aspectos repugnantes do corpo.
Em 1969, chegou ao Wat Nong Pah Pong para estudar com Luang Pó Chah, onde encontrou paz imediata. Dedicou-se intensivamente à prática, experimentando uma profunda transformação mental em 9 de setembro de 1969 – uma experiência atemporal de felicidade extraordinária e completa pacificação mental que persistiu por anos.
Luang Pó Chah confiou-lhe responsabilidades crescentes, especialmente o treinamento de monges. Foi nomeado abade oficialmente em 1994. Em 2001, recebeu o título honorário “Tan Chao Khun Visuddhisamvara Thera” do Rei da Tailândia, mantendo-se exemplo de altruísmo e dedicação à prática budista. Atualmente o Venerável Luang Pó Liem é abade em Wat Nong Pah Pong.
Ajahn Sumedho

Ajahn Sumedho, nascido em Seattle em 1934, formou-se em Estudos do Extremo-Oriente e Sul-Asiáticos, servindo como médico-assistente na Marinha dos EUA antes de se aprofundar no budismo.
Em 1966, viajou à Tailândia, onde se ordenou monge em 1967 e tornou-se discípulo próximo de Ajahn Chah, referência do budismo Theravada Tradição da Floresta.
Em 1975, fundou o Wat Pah Nanachat, primeiro mosteiro da tradição para ocidentais na Tailândia. Em 1977, estabeleceu-se na Inglaterra, fundando e liderando importantes mosteiros como Cittaviveka e Amaravati, além de apoiar a criação de diversos centros budistas no Ocidente.
Luang Pó Sumedho recebeu títulos honoríficos, incluindo Phra Rāja Sumedhācariya, concedido pela Rainha da Tailândia; também foi pioneiro ao promover a ordenação de monjas, incentivando a igualdade de gênero na comunidade monástica. Atualmente, é abade do Amaravati Buddhist Monastery, sendo um dos principais responsáveis pela disseminação do Budismo Theravada no Ocidente.
Ajahn Piak

Luang Pó Piak (Prasopchai), nascido em 1948, trocou uma promissora carreira em finanças em Nova York pela vida monástica. Filho de um marechal da força aérea e com formação em administração, seu interesse pela espiritualidade surgiu ao praticar a observação da mente no metrô.
De volta à Tailândia, um funeral familiar o impulsionou a buscar respostas sobre o ciclo da vida e da morte. Após uma profunda experiência meditativa, ele teve a visão de um monge que mais tarde reconheceu como o mestre Luang Pó Chah, sob quem se ordenou em 1976.
Apesar de planejar voltar aos estudos, uma conversa com seu mestre e uma experiência profunda o fizeram se dedicar integralmente à prática. Com apenas cinco anos de ordenação, foi nomeado abade.
Venerável Luang Pó Piak um dos mais respeitados discípulos vivos de Ajahn Chah e uma figura central no budismo tailandês.
Um fato curioso é que em uma de suas visitas ao Brasil, disse ter gostado muito e achado os brasileiros muito parecidos com os tailandeses: “de bem com a vida e bem humorados”. Luang Pó é abade em Wat Pa Cittabhavana.
Ajahn Anan

Venerável Ajahn Anan Akiñcano nasceu em 31 de março de 1954 em Saraburi, Tailândia Central, com o nome Anan Chan-in. Desde criança acompanhava os pais ao templo local, desenvolvendo grande fé budista. Formou-se e trabalhou como contador na Siam Cement Company, mas sentia-se cada vez mais atraído pela prática budista.
Por um ano conciliou trabalho com vida monástica, observando os oito preceitos, oferecendo comida aos monges pela manhã e meditando no mosteiro à noite. Os insights de sua prática removeram dúvidas sobre dedicar-se completamente aos ensinamentos do Buda.
Em 3 de julho de 1975, recebeu ordenação completa sob Venerável Ajahn Chah, recebendo o nome Pali Akiñcano (“Aquele Sem Preocupações”). Passou quatro anos no Wat Nong Pah Pong como assistente pessoal de Ajahn Chah, desenvolvendo rapidamente sua compreensão. Encorajado por seu mestre, peregrinou por cinco anos pelas florestas áridas de Isaan e selvas da Tailândia Central, enfrentando animais selvagens, cinco episódios quase fatais de malária e outras dificuldades.
Em 1984, fundou o Wat Marp Jan (“Mosteiro da Montanha Iluminada pela Lua”) na província de Rayong, onde segue como abade até os dias atuais. Tornou-se respeitado professor de meditação, atraindo monges de diversos países e supervisionando mosteiros filiais na Tailândia e no exterior.
Ajahn Dtun

Tan Ajahn Dtun (Thiracitto) nasceu em 1955 na província de Ayutthaya, Tailândia. Aos seis anos, sua família mudou-se para Bangkok, onde permaneceu até 1978. Desde jovem demonstrava inclinação natural para a disciplina moral, com pequenos incidentes durante a adolescência e universidade direcionando-o gradualmente para longe dos caminhos mundanos.
Formou-se em Economia em março de 1978 e foi aceito para mestrado em Planejamento Urbano na Universidade do Colorado, EUA. Porém, ao preparar-se para viajar, mudanças em seu pensamento o levaram a reconsiderar seus planos. Uma noite, ao ler casualmente um livro de Dhamma de seu pai, deparou-se com as últimas palavras do Buda sobre a impermanência de todas as condições. Essas palavras ressoaram profundamente em seu coração, fazendo-o decidir ordenar-se como monge em dois meses.
Em junho de 1978, viajou para Ubon Ratchathani para ordenar-se com Venerável Ajahn Chah em Wat Nong Pah Pong. Determinado e resoluto, progrediu constantemente na prática. Após períodos em diferentes mosteiros, estabeleceu o Wat Boonyawad em 1992 na província de Chonburi, tornando-se um proeminente professor da Tradição da Floresta Tailandesa, orientando entre 40-50 monges..
Ajahn Jayasaro

Ajahn Jayasaro, nascido Shaun Michael Chiverton na Inglaterra em 1958, viajou para a Tailândia em 1978, tornando-se discípulo do renomado mestre Ajahn Chah e sendo ordenado monge em 1980.
Após anos de treinamento e retiros solitários, assumiu como abade do mosteiro internacional Wat Pa Nanachat de 1997 a 2002. Desde então vive em um eremitério, dedicando-se a ensinar o Dhamma.
Autor de diversos livros, incluindo a biografia oficial de seu mestre, o Ven. Ajahn Jayasaro é uma figura influente na educação tailandesa.
Em reconhecimento por sua contribuição, em 2019 foi homenageado com um título real do rei da Tailândia Vajiralongkorn (Rama X) e em 9 de março de 2020, recebeu a cidadania tailandesa por decreto real.


